Vaticanenses

Quando um país negocia com outro dizemos que dois países estão em relações exteriores. Uma relação de troca de interesses e de aceitação mútua de idéias, linguagens e produtos, incluindo os culturais e de tradições. Dizemos também que o Estado Brasileiro, no caso do Brasil, está em negociações com outro Estado Internacional. As relações exteriores são movidas pelas representações diplomáticas em embaixadas, consulados e o intercâmbio bilateral torna a política exterior viva em acessos de entrada e saída no turismo e nas importações e exportações. Um Estado é definido por legislação própria e esta é moldurada por uma Constituição Representativa deste Estado em ambiente mundial. O Estado do Vaticano é um exemplo.



Meus avós paternos chegaram ao Brasil no início do séc. XX separados, porém do mesmo país. Se conheceram, se apaixonaram, se casaram. O amor deles frutificou e eu sou neto. Minha avó Maria Rami catalã e meu avó Juan Alcazar Sanches andaluz. Dois espanhóis em solo brasileiro naturalizaram-se brasileiros naturalizados, tendo então dupla cidadania. Espanhola e brasileira. Dois Estados de direitos unidos no mesmo casal. Como esse exemplo, então, precisamos alertar nossos parceiros vaticanenses sobre a necessidade de legalizarmos nossa cidadania européia na ligação entre dois Estados relacionados e aceitos em suas legalidades constitucionais, diante da comunidade das nações mundiais. Dupla, brasileira e vaticanense.



É necessário harmonia, relação de reciprocidade entre o Estado brasileiro e o Estado do Vaticano, não somente no caráter da liturgia envolvida, mas também nos interesses materiais de acesso aos mercados e trânsito de interesses de desenvolvimento, diante das economias mundiais melhores posicionadas. Lembremos que o próprio Santo Padre João Paulo II deu provas de que nós brasileiros somos sagrados como ele ao ter conosco em seu beijo sobre nosso solo. Um Santo, beijando um chão santificado por ele próprio. Nossos pés devem ser retos no caminho do futuro e na integração com a riqueza européia tão digna para nós como foram nossos sacrifícios passados na cultura brasileira. Cabe a um poder independente pensar isso.



Pensar que apesar de acreditarmos em palavras sagradas, precisamos também nos proteger de palavras hipócritas e endomoniadamente doentias dos psicóticos que sem culpa alguma e grande materialidade nos oprimem, oprimindo nosso mestre, maior até do que o mestre Pedro. Afinal, o próprio Iesus desnecessitou igrejas, além de seu próprio coração e reprimiu perseguidores de sua marca. Enquanto, as palavras do mestre não tornarem-se realidade para toda a humanidade lá estará ele ainda pregado numa cruz simbólica para nós e real para ele na diegese do tempo. A partilha do pão para o corpo e a festa do vinho saudável para a alegria do espírito limpo para todos que cumprem essa fé. Um homem sem ordens a não ser amor.



Termos o entendimento de que o Poder de Doutrina tem em sua base a dualidade do próprio poder, um que liberta e um que oprime, nos dá o entendimento de termos nesse poder a independência de exercê-lo para a independência dos já existentes poderes da nação ou do Estado de direitos. Na constituição dos Poderes da Nação Brasileira, como dito. Poder Executivo, Poder Legislativo, Poder Judiciário, anexo em plataforma política de execução constitucional os poderes complementares, como dito. Poder de Imprensa e Poder de Doutrina. Sabemos que a natureza absoluta da humanidade é a ignorância sobre ou sob o Poder Superior de Deus. A ciência nos dá em apoio a Filosofia para perseguirmos de forma digna esse questionamento.



Entretanto, nem todos os povos do mundo acreditam na verdade expressa por Iesus nosso Deus encarnado. O Deus professo por Pedro. Se assim o é a fragilidade do Poder de Doutrina é evidente na ordem mundial. Uma porta aberta para demônios necessários de caminho. O mestre teve a humildade de trabalhar por eles e protegê-los ao enviá-los para um caminho digno. Do homem para os animais sujos de natureza animal e daí para a limpeza mineral da água marinha com sal que salga e dá valor no lugar certo. Se Salomão é o símbolo maior da Justiça pondo em risco a vida humana de uma criança diante de sua mãe verdadeira, ele também exibiu a face hostil da mentirosa opressora sobre a família humana original e ratificou o amor.