Depoimento-Parte-6

Divinópolis é uma cidade com 202.222 habitantes, todos se agregam em locais conhecidos. Posição privilegiado no Estado e centro regional. Quando decidi retornar ao município, já não usava nenhuma substância alteradora de consciência. O cigarro fora o mais difícil de abandonar e junto à maconha deixei de usá-lo. Por alguns anos dediquei-me ao retorno à forma física e cuidados com minhas habilidades de cantor, radialista, músico e ator. Na saída do Rio, depois de posicionar o militante político Oswaldo Emídio em seu curso natural e ajudar o jovem ator publicitário Bruno e sua namorada jornalista Helaine Souza da Associação Brasileira de Imprensa a criar a ONG Compra Cultura dei minha missão por cumprida no Rio.




Quando meu pai fora assessor de negócios do então governador de Minas Gerais Newton Cardoso conhecera o senhor Newton patrono da parte da família Daldegan ao qual meu irmão Claudio tomou a filha como esposa. A viação São Cristóvão era dirigida por tio Newton e meu pai havia construído um hangar no aeroporto de Divinópolis para abrigar seu avião. Fui um dia no sitio do tio Newton e meu pai havia sugerido que a empresa São Cristóvão abrisse uma linha aérea entre São Paulo e Divinópolis comprando um avião a semelhança da TAM que tempos depois o fez. O pai de minha cunhada Solange fora diretor da empresa e recebeu seus créditos em veículos montando sua própria empresa. A Samaritana para servir Divinópolis.



Claudio e Solange nos receberam em sua casa na vila de casas da família Daldegan e no jardim posicionou uma barraca de camping para que eu e Carioca Quinha ficássemos protegidos até eu conseguir uma locação adequada. Aluguei a metade de uma casa em um bairro afastado e com o apoio de meu segundo irmão hierárquico Clóvis recebi uma bicicleta nova para locomoção e móveis para a decoração da casa. Com um computador novo de Claudio passei a fazer sites para os empresários locais e garanti trabalho até criar meu próprio sistema e minha empresa de tecnologia. O Sistema Mãe, eu e minha cadelinha Carioca Quinha éramos agora cidadãos divinopolitanos. Entrei na Escola de Música, no Coro e no Grupo Teatral da cidade.




A relação com o parceiro de locação era amistosa. Ele tinha deficiência visual e bebia em demasia. Morava separado da filha, que o ajudava no complemento de uma pensão. Eu pagava a metade do aluguel e usava um cômodo privado com minha cadelinha e dividíamos o restante da casa. Um ano se passou e ele bebeu e chegou violento. Esmurrou a porta do meu quarto e de dentro liguei do celular para a polícia 190. Eles chegaram e enquadraram o agressor. Na madrugada na delegacia ao lado do mercado central nos idos de 2008 eu o absolvi de maiores problemas com uma denúncia e consequente prisão. Voltamos para casa, o assunto aquietou-se, mas a confiança perdeu-se e ficamos novamente desprotegidos compartilhando em silêncio.



Poucos dias depois encontrei na Padaria, que eu costumava tomar café na Avenida Sete de Setembro, uma costureira chamada Lurdinha e iniciamos uma amizade. Contei meu sufoco e, dias depois, em outro encontro no mesmo local ela me levou à casa de minha amiga Maria de Lurdes Vieira Rosa, dona da casa onde ocorreram todos os eventos do meu confinamento, denúncias, depredação, agressões e consequente destruição da minha vida em ambiente de redes sociais e noticiários em todo o país e no mundo inteiro cobertos pela internet. Maria de Lurdes era para mim uma locatária de mais um espaço em sua casa. Abri meu coração para ela, mostrei minha cadelinha Carioca Quinha e minha necessidade de apoio. Ela fez o mesmo e mais.



Disse ser sozinha e ter influência na Igreja Católica local. Tinha autoridade na promoção social junto às Irmãs de Maria registrando para o Vaticano as ações na região. Tinha a chave da Igreja de São Geraldo e sua casa tinha muitos cômodos e fez-me uma proposta. Deixaria que eu ficasse por um tempo de experiência e confiança em sua casa. Moraria na parte de trás e colocaria ordem, consertando o imóvel para ela em troca da moradia. Era um pacto feito diante de Lurdinha sua amiga. Se eu fosse de confiança, moraríamos juntos como irmãos omoblatos, se não pagaria o tempo pelos serviços prestados e iria embora. Nossa relação foi crescendo ao longo do tempo e com ela voltei a produzir para meu benefício.



Sob sua proteção e autoridade caminhei na Escola Municipal de Música Maestro Ivan Sillva e em quatro anos era pianista formado. Compus diversas peças ao piano e lancei no centro da cidade um CD intitulado Estudo de Piano, outro chamado Luz. No teatro local ingressei na companhia chamada Sanguinho Novo e no mesmo período interpretei personagens em quatro peças no Teatro Gravatá. João Caipira na peça O Santo Milagreiro foi minha melhor atuação com ênfase na homenagem ao eterno Mazzaropi. Ator que eu já havia recebido emanações quando, no Hotel Fazenda Mazzaropi em Taubaté São Paulo, estudei neuroliguística sob orientação do cardiologista Lair Ribeiro autor de vários livros de sucesso nacional no final do milênio.



Além disso, com o meu treinamento superior na arte vocal em quase dez anos de estudo e experiência no canto lírico e popular no Coralusp da Universidade de São Paulo, ingressei o Coral Municipal de Divinópolis regido pelo ex apresentador da Tv Candidés, José Carlos Gonçalves. Fui cantor tenor em apresentações em mais de 5 cidades na região com apresentações públicas, incluindo Câmara Municipal de Divinópolis e Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, além da Catedral Metropolitana. Por mais de oito anos progredi ao lado de Maria de Lurdes Vieira Rosa minha parceira e com um documento assinado por ela de Cessão de Propriedade para a abertura do Micro Empreendedor Individual ela fez nascer o Sistema Mãe.




Maria de Lurdes, Tutuca, Teteca e Chimbica suas três cadelinhas, eu e Carioca Quinha unimo-nos e nossa família aumentou ao longo dos anos com Bebê, Miroca Quinha, Gold Ray, Bibi Quinha, Dodó Quinha, Tunico, Lala, Pity e os meninos Blue, Red, Green, as meninas Greny, Bliss, Redy, os filhotes Pipopopo, Pipopopa, Pingo de Leite, Lua, Cofrinho e Negrinho de nossa família canina totalizando, até a minha separação com eles, uma matilha de 18 cães amados, que me amaram e me protegeram, durante os oito anos vivos na matriz Carioca Quinha, Miroca, Gold Ray. Das patas da mãezinha Carioca Quinha para as mãos limpas da mãe Maria de Lurdes Vieira Rosa minha vida cresceu e em sua homenagem me candidatei à carreira política.



Na época que estava no Arpoador, apoiando movimentos de rua, lançando o Manisfesto de Rua e o livro de Oswaldo Emidio, Morador de Rua Cidadãos em Estado de Emergência eu e ele ingressamos no Partido Socialismo e Liberdade. Eu fiquei e ele mudou-se para o PT a candidatar-se a deputado estadual. Em Divinópolis, procurei na Câmara Municipal alguma representação do partido e não encontrei nenhuma organização partidário que representasse o PSOL. O secretário geral da Câmara Flávio Ramos indicou-me um cidadão que aparecia nas imagens de buscas do Google como representante e os candidatos eram organizados somente nos dias próximos das eleições. Um dos candidatos era popular em eleições, mas nunca havia ganho nenhuma.



Flávio Ramos deu-me o contato de José Artur Guimarães. Liguei, marcamos um encontro em seu local de trabalho, um consultório odontológico com placas de promoção social em parcelas monetárias de engajamento. Percebi não existir uma representação efetiva permanente. Propus uma reunião partidária em plenária com a liderança local e filiados por essa liderança. O candidato com maior projeção junto ao eleitorado Jorge Torquato foi convidado e compareceu ao lado de lideranças opositoras. Em pouco tempo tinhamos um conversão de forças e solicitamos a presença do representante do Diretório Estadual de Minas Gerais Jackson David para uma intervenção pacífica e orientações em relação aos candidatos e suas elegibilidades.




Com ênfase no candidato, portando processos de impedimento para novas candidatruras no ano em curso de 2016, a reunião foi gravada e o áudio arquivado junto aos documentos e atas do partido, quando da invasão e agressão sobre minha pessoa, enquanto presidente em exercício da Comissão Provisória Municipal.

Justiça indefere candidatura de Jorge Torquato

Ex-candidato denunciado pela mulher



Entrevista com juiz eleitoral sobre indeferimento de candidatura.

Candidatura de Jorge Torquato à Prefeitura de Divinópolis é indeferida

O radialista Cleber Alcasar anuncia como presidente municipal do Psol a substituição do candidato a Prefeito em 2016

Anúncio de substituição de chapa majoritária



Depois das eleições o resultado foi vergonhoso. Menos de mil votos para o candidato a Prefeito, onde o vencedor recebeu mais de 50.000 votos. Eu impedido de fazer campanha própria tive a expressiva votação de 37 votos. Acho que nem inimigos do povo teriam tão poucos votos. Enfim, estávamos humilhados e eu já havia iniciado o Programa Orientador da Delegacia Especial de Crimes Relacionados a Entorpecentes e sabendo do programa do PSOL sobre a descriminalização da maconha reconheci a ciência de áreas no município fiscalizadas pela Polícia Militar para a manutenção do controle do tráfico de drogas local e fiz uso desse protocolo para adquirir maconha em pontos semelhantes no bairro Niterói.




Nos dias que se seguiram, recordei-me de quando usei cocaína em São Paulo, anos atrás armazenei informações importantes de minha vida em áreas cerebrais tocadas por tal substância e ao desistir dela entendi ter bloqueado o acesso às informações impregnadas em meu psiquismo e interpretei ter criado lacunas de entendimento para raciocinar sobre os efeitos dos acontecimentos locais naquele ano, sob direcionamento de meu espírito limpo, livre, ordenador das questões ilegais que se faziam presentes em minha caminhada política de analista da realidade no tocante à criação das leis para meu partido e minha vocação política para o futuro de quem eu estava a defender nas classes oprimidas da sociedade brasileira local.




Visitado por policiais militares, fiscalizando meus cães e o cheiro de maconha em minha residência, orientaram-me de que não existia crime no uso doméstico da substância, deveria ter apenas a consciência da boa vizinhança como código de ética. Os cães estavam em condições de trato e não quiseram entrar no local como seria em caso de suspeita de tráfico. Agradeceram a recepção e entendi que meu posicionamento político, com cartazes de propaganda eleitoral e o posicionamento de defesa de classes oprimidas sobre classes opressoras estavam me colocando em desproteção.

Depoimento Parte 7