Assim Falou o Super Homem

Os seres humanos se revelam e são revelados a partir dos seus sentidos. O paladar, a audição, o olfato, a visão e o tato. No caminhar da humanidade o homem e a mulher se identificam e revelam a face divina aonde as muitas moradas em espécies completam o sentido da Natureza. Entretanto, assim como a relatividade científica dos estudos provaram na curvatura do espaço, homem e mulher não podem, não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo Entretanto, tentam isso de forma profunda e simbólica na união da carne diante de Deus. O exercício de ligadura entre homem e mulher, aonde os sentidos todos iluminados pela certeza do encontro se completam.



E nessa ligadura entre a genitália masculina e a genitália feminina encontramos o caminho, a verdade e a vida, já que é nessa ligadura que a vida humana se faz na completude da procriação. Entretanto, existe muito a dizer ou a sentir ou a perceber, já que homem e mulher percebem e interpretam a realidade civilizada humana no jogo das espécies criadas pela natureza divina do desconhecido inexplicável e nessa percepção e interpretação são posicionados frente a frente para a ligadura no caminho da verdade para a vida..A perpetuação da espécie e nisso a verdade entre o desejo e o sentido, o sentimento e a emoção, o amor e a completude.



Quando não possível, a paixão se mantém na tentativa da aproximação ou verdadeira ou doentia por ser falsa, mas como homem e mulher identificam a falsidade doentia na aproximação para o caminho da vida. Para muitas moradas muitas interpretações. Para o alemão Friedrich Nietzsche na sua busca incansável do Super Homem exibido completamente em Zaratustra, em sua obra denominada Assim Falou Zaratustra expressa numa simples e pequenina frase ou numa sentença condenando a verdade e exibindo a doença. Diz Nietzsche através da boca da personagem Zaratustra. O verme sempre entre no organismo pela parte mais fraca.



Ora, o Super Homem é exatamente super homem por possuir poderes acima do homem mediano e comum, mas quais seriam esses poderes que levariam o Super Homem ser super e não apenas homem. Quando exibido pela literatura convencida pelo poder que tem sobre a mente humana através das obras culturais encontramos o Super Homem identificando esse poder no sentido da visão sobre sua amada Lois Lane e é no momento em que ele olha para ela e pode percebê-la sem seus trajes civilizatórios e então a vergonha exibe a diferença na interpretação entre homem e mulher, entre macho e fêmea, entre masculino e feminino, no jogo da relação humana entre amor e paixão, entre vida e negação, entre doença e cura.



Entretanto, Lois Lane não é imune à proteção de vestir-se, mesmo diante do poder do Super Homem de invadi-la sem ao menos tocá-la, apenas no foco do seu olhar retirando-lhe as vestes e exibindo-lhe diante de seus olhos a nudez da fêmea que deseja desposar e ou amar. E Lois Lane a amada invadida encontra na placa de chumbo o anteparo protetor agora a controlar o poder do grande Super Homem e o jogo entre os sexos se faz. Ela o deseja, mas agora tem um protetor intermediário a impedir-lhe o acesso e a invasão injusta sobre seu corpo sem sua permissão A dureza do chumbo que não lhe penetra. A dureza do chumbo que impede o Super Homem de existir sobre seu corpo e invadi-la de maneira não consentida.



Para o Super Homem da cultura ideológica cultural sorte menor teve pela negação divina do chumbo negador. Um inimigo além da lei (lex) a acrescentar à cumplicidade negadora da existência do Super Homem sobre um corpo amado desnudo protegido pelas vestes e pelo chumbo, também a kriptonita na memória solene de seu próprio conflito original com sua tríade limitadora. Seu planeta, seu pai e sua mãe. Para o Super Homem cultural uma dívida. Prender seu inimigo humano dentro da lei humana, mesmo sendo seu próprio pedaço negado em viagem conjunta no tempo. A lembrança de si mesmo negada e bloqueadora de sua liberdade de amar por ser apenas um homem. Um homem com super poderes. O principal amar como um ser humano comum.



Se para o Super Homem o conflito não se resolve pela união entre amada e amor, para a humanidade à face de Deus o conflito fixa a santíssima trindade entre o caminho de vida e morte do ser humano comum. Entretanto, os elementos são alternados na vivência plena onde os atores se revesam em posições, funções e simbolismo. Para o conflito divino internalizado pela ignorância civilizatória a solitária tríade pede pai libertador para filho com livre arbítrio desde que pelo espírito santificado. Entretanto, a perpetuação da espécie envolve nova alternância, onde a mulher ocupa posição privilegiada em submissão. A dualidade agora interfere na tentativa de solução.



Ora, se o pai é o conflito do filho para existir tal conflito uma origem se fez necessária, a presença da mulher, já que é de fato a intermediária entre os dois. Entretanto, tê-la em posição santa para um espírito limpo é negar-lhe a castidade assim como a prostituição da carne. Não existe filho sem mãe e não existe pai sem mãe que o tenha parido e ou mulher que o tenha-lhe aberto as carnes humanas para parir seu filho. Entretanto, ser mulher de dois já é negar-lhe a castidade da escolha única de caminho santo, já que como disse o mestre: Pegue sua cruz e siga-me e ou Venda tudo, dê aos pobres e siga-me. Ou seja, dedicação plena no caminho.



E, ainda: Depois da morte de quem será a mulher casada com muitos senão dela mesma ou de quem amar mais ou de seu próprio Deus ou conforme sua palavra, alma livre. Sabemos que o mestre exigi essa liberdade de sua própria mãe inquirindo ciência de sua própria personalidade existencial. Sabemos que o conflito da trindade conduziu o mestre à cruz hedionda entre três pais. José, presente ausente, Gabriel, ausente presente e João Batista, cabeça unida ao corte da morte para a vida no caminho da verdade. Conflito esse resolvido diante das duas mulheres de sua vida humana na entrega do filho João Evangelista de palavra própria em santíssima substituição à própria carne a ser morta diante do útero que a concebeu.



Para o Mestre da Lei nenhuma dívida, já que pagou com carne humana querida a carne humana recebida da mãe de ventre sagrado. Diante de todos presentes e ausentes na linha do tempo da humanidade. Para a liberdade de sua alma, seu corpo e de seu Espírito Santo.