Capa e Contracapa

Um partido político é em sua natureza uma parte da vida política da humanidade. Representa um grupo de pessoas que agregados aos mesmos objetivos de conquista lutam com suas armas simbólicas em nome dos seus filiados. Representam seus filiados e por eles tem o mérito da existência. Se siglas, antes humanas. Da luta e do sangue de gente que poderia ser você e se filiado era. No continuo mundo da ordem e da desordem o partido político tenta ser a guia representativa da verdade e do melhor caminho para os seus. Filiados seus. Seus filhos simbólicos. Se uma família pode ser tomada de assalto pelos oportunistas da rua, o pai pode ser dúbio diante da mãe e dos filhos pelo fato dominado. Seu domínio dominado.




E de cidadão de direitos passa a necessitar de representação para garanti-los a custa de uma imposição de deveres injustos, incorretos, incoerentes e desumanos. O cidadão sem pátria de direitos vive a família sem pai. Ou pelo menos o verdadeiro pai daquela família. Pai que tenha a autoridade dada pela representação verdadeira e nessa autoridade se fundamente. De igual para igual. Pai do filho e filho do pai e igual em sabedoria e ignorância. Imperfeito como a perfeição que sempre está a nos renovar para melhor e como a Constituição Federal que deve nos amparar pela verdade de nosso direito e torna-se incoerente na representação legal de direito onde diz na primeira página: A união e formada por Três Poderes.



Além dos poderes da União serem três, eles são independentes entre si. Sugere-se aí que os magistrados querem dar a impressão ao povo de que os poderes independentes são poderosos por serem independentes entre si. O texto da lei diz isso claramente e como ponto principal (independência dos poderes). Linhas abaixo, na mesma página, a Constituição Federal desmente a própria lei instantes atrás deferida, pois diz imediatamente em seguida que: O presidente do poder judiciário (III poder) é indicado pelo Presidente da República que é o representante maior do primeiro Poder, o Executivo. Entretanto, sendo esse um texto que não meche em contas públicas fica por vezes esquecido de ser entendido como estupidez.



E aí temos duas verdades a serem cumpridas em lei. A verdade de que os poderes da nação são independentes e a verdade de que o futuro presidente do judiciário terá relações de domínio submissão com o líder do executivo e esse agora amedrontado pela cassação arbitrária do legislativo de interesses, partidários inclusive, através dos impechments mal formulados. A verdade pode ser maquiada, manipulada, mas nunca desmentida. Seria estupidez diante de inteligências superiores que ridicularizariam a tentativa. A verdade da lei desmentindo a lei ou tornando-se a capa e a contracapa de uma verdade que expressa em lei fere deveres e em se desmentir rejeita direitos. A lei honrada e por ela morto imediatamente não mais.



E, então, por quê lutar? Por qual verdade morrer. Quem me será guia se é guiado pelo acaso do reverso da lei. Eu tenho direito, mas falta regulamentar. A lei diz que eu sou sujo não por que eu agi mal contra o público, mas porque eu não entreguei um determinado documento no tempo certo numa porta jurídica processual. Feito o fato de desatenção desaparecido, o fato criminoso desaparece junto. Cumpre a lei documental e assim declara ciência da lei e submissão do jeito certo. Amparado pela lei, onde o judiciário funciona. Alimenta o judiciário com sua vida processual e declara estar amparado na lei promovida em tal ambiente. Fora disso fica o povo. Precisa de intermediários competentes para ritos e os pagará.




Divinópolis tem aproximadamente 202 mil habitantes e possui 163.718 eleitores em condições de voto. Aproximadamente 27 partidos políticos em disputa por esses divinopolitanos. Entretanto, menos de 10% dos eleitores estão filiados a algum desses vinte e sete partidos e, mesmo assim, as coligações geram grupos de dezenas de partidos. Então, a verdade é um município com vocação de capital regional, possuindo mais partidos do que candidatos que representam menos de dez por cento dos eleitores e sobre os eleitores reais e verdadeiros acionam a estrutura da Justiça Eleitoral e os ambientes de mídia aberta (que em tese já são espaços públicos de concessão) e tomam de assalto a mente pública do eleitorado.



De qualquer forma, onde então está o ponto de crítica, o erro no processo ou sistema que leva o crítico a existir? O cidadão individual, mesmo agregado à sua família nunca teve a competência de criar ou modificar estruturas, principalmente, no funcionamento político da União dos Poderes. Cabe ao Congresso Nacional. Afinal, são pagos para isso. O eleitor sozinho pode denunciar, mas qualquer denúncia ao longo do tempo pode ser justificada. O eleitor sozinho pode não concordar, mas terá outros eleitores que enxergarão a realidade de forma diferente e até apoiarão o erro que o eleitor denunciante enxergou. E aí? Como lutar contra isso? Afinal, qual é a maneira certa e a maneira errada de candidatar-se na eleição?



O PSOL Divinópolis serve como exemplo. Será, a partir de agora, nosso material mais rico de observação e conclusões importantes, pois eu como Presidente do Partido Socialismo e Liberdade PSOL Divinópolis e candidato a vereador na campanha de 2016 com a expressiva votação de 37 votos tenho a autoridade certa para abrir os arquivos do partido diante do povo divinopolitano para juntos descobrirmos, desvelarmos e desmascararmos a estupidez do anonimato daquele que achando-se escondido do público engana o povo com seus pareceres superiores e que nada dizem. Faremos uma viagem no tempo e redescobriremos o caminho da campanha 2016 em Divinópolis realizada pelo PSOL e seus supostos filiados.